Nasceu na pandemia. Na mira de um presidente.
Pix é lançado na hora certa
Em plena pandemia de COVID-19, o Banco Central lança o Pix. Com os pagamentos sem contato repentinamente essenciais, a adoção explode. Em 6 meses, mais de 90 milhões de brasileiros se cadastram, as transferências sem contato viram o novo normal da noite para o dia.
Brasil se torna o 2º em pagamentos instantâneos no mundo
O Brasil processa 29,2 bilhões de transações Pix representando 15% de todos os pagamentos em tempo real do planeta. Alta de 229% em relação ao ano anterior. O mundo presta atenção.
Pix por Aproximação: toque para pagar, sem cartão
O Brasil lança o Pix por NFC, toque o celular para pagar em qualquer terminal, como Apple Pay ou Google Pay, mas gratuito e direto na conta bancária. Apple e Google observam a ameaça se tornar real.
Trump ordena investigação dos EUA sobre o Brasil
Por ordem de Trump, o representante de Comércio dos EUA abre uma investigação formal sob a Seção 301 sobre supostas "práticas comerciais desleais" do Brasil. Sem citar o Pix diretamente, a investigação mira sistemas de pagamento administrados pelo governo que prejudicariam Visa, Mastercard, Apple Pay e Google Pay.
50% de tarifas sobre tudo que o Brasil exporta para os EUA
Trump impõe tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, entre as mais altas de sua guerra comercial. Oficialmente justificadas como pressão sobre o julgamento de Bolsonaro, mas analistas apontam o Pix e a desdolarização como alvos mais profundos. O chanceler brasileiro diz que o Pix não prejudica empresas dos Estados Unidos.
Pix atinge 54,7% de todas as transações do país
Apesar da pressão dos EUA, o Pix bate um novo recorde: mais da metade de todas as transações financeiras no Brasil. 42,9 bilhões de operações só no 2º semestre de 2025, alta de 24,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Banco Central registra 313 milhões de Pix em um único dia, recorde mundial.
Mais de 50 países estudam o modelo Pix
O Brasil realiza conversas com bancos centrais e instituições de mais de 50 países sobre a replicação do Pix. Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Peru e México já o aceitam. O economista Paul Krugman o chama de "o futuro do dinheiro". Washington fica cada vez mais preocupado.
Apple se recusa a implementar o Pix por Aproximação
A Apple defende publicamente seu direito de cobrar taxas pela tecnologia de pagamento por aproximação e declara que o Pix por Aproximação "não é uma prioridade para os brasileiros", contrariando 90 milhões de usuários no primeiro ano. O motivo real é financeiro: o Apple Pay retém uma comissão de cada pagamento processado via NFC. O Pix por Aproximação é universalmente gratuito não há nada para a Apple extrair. Um sistema que não pode ser monetizado por taxas é, na lógica da Apple, inútil de suportar.
Bolsonaro, Trump e a ameaça ao Pix
O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado, é cotado como candidato em 2026 e estreita laços com o círculo de Trump. Aliados da família defendem o recuo ou até o fim do mandato do Pix, realinhando o Brasil com as redes de cartão dos Estados Unidos. Críticos alertam: um governo hostil ao sistema estatal pode enfraquecer ou destruir o Pix como os brasileiros o conhecem.
Eduardo Bolsonaro, outro filho de Jair Bolsonaro e foragido da justiça brasileira que vive nos Estados Unidos, foi além: em entrevista, sugeriu abertamente que o Brasil acabe com o Pix e o substitua pelo Zelle, um sistema de pagamento privado vinculado a bancos dos Estados Unidos. A proposta gerou reação imediata de economistas e usuários do Pix, que a classificaram como uma rendição da soberania financeira brasileira aos interesses corporativos dos Estados Unidos.